Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira, em São Paulo
Fortes chuvas provocaram inundações, transbordamento de rios e isolamento de bairros na região. Governo estadual anunciou barcos, helicópteros e ajuda humanitária.
Redação SPNoRadar

Ao menos 152 famílias permanecem em abrigos temporários após as fortes chuvas que atingiram o Vale do Ribeira e a região de Itapeva, no sul de São Paulo, entre sexta-feira (11) e domingo (13). As precipitações provocaram inundações e o transbordamento de rios.
Segundo o governo estadual, três bairros de Barra do Turvo ficaram isolados, afetando cerca de 450 pessoas. Ao todo, foram montados 19 abrigos provisórios para receber moradores que precisaram deixar suas casas.
Nesta segunda-feira (14), equipes da Defesa Civil estadual visitaram cinco comunidades quilombolas em Eldorado. Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado decretaram situação de emergência, medida que permite solicitar recursos estaduais e federais para ações de resposta e recuperação.
Reforço anunciado pelo governo
Durante visita à região, o governador Tarcísio de Freitas anunciou o envio de 16 barcos e dois helicópteros Águia para reforçar as operações. Também foram previstas ações de ajuda humanitária, com distribuição de alimentos e roupas, recuperação de estradas, envio de medicamentos, apoio do Poupatempo para emissão de documentos e assistência aos agricultores.
A Secretaria Estadual de Saúde encaminhou 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para o tratamento da água nas residências. Também foram enviadas remessas adicionais de soros contra animais peçonhentos e de soro antitetânico.
A pasta monitora a rede assistencial e os estoques de medicamentos em Eldorado, Iporanga, Registro, Barra do Turvo, Sete Barras e Iguape, em articulação com as prefeituras.
Nível dos rios
Nas 24 horas anteriores ao balanço, a bacia do Ribeira de Iguape registrou média de 38,80 milímetros de chuva acumulada. Entre as 29 estações monitoradas, cinco registravam extravasamento, oito estavam em alerta, uma em emergência e cinco em atenção. As outras 11 permaneciam em condição normal.
Desabamento na capital
Em São Paulo, a prefeitura informou que ampliou de 30 para 120 dias o afastamento de uma servidora que havia atestado, em 2024, a conclusão da demolição do prédio em construção que desabou na madrugada de sábado (12). O acidente atingiu residências próximas e deixou seis mortos, cinco deles trabalhadores de origem boliviana.
A Controladoria-Geral do Município determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade das construtoras relacionadas ao desabamento ocorrido na Rua Tequici, na Penha. Os pedidos de alvarás dessas empresas que ainda estão em análise também serão suspensos, segundo a prefeitura.