Como o Tatuzão passou sob o Córrego Aricanduva na expansão da Linha 2-Verde
Tuneladora atravessou a região a cerca de 10 metros do leito do córrego com bombeamento, monitoramento geotécnico e uma comporta especial em rede de esgoto da Sabesp.
Redação SPNoRadar

Créditos: joão Scarpi
A tuneladora Cora Coralina, conhecida como Tatuzão, superou em setembro uma das etapas mais complexas da expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo: a passagem sob o Córrego Aricanduva, na região da Vila Formosa.
A travessia faz parte do segundo trecho de escavação, entre a Penha e o Complexo Rapadura. A máquina passou aproximadamente 10 metros abaixo do leito do córrego, em uma área considerada sensível por causa do solo mole, do tráfego intenso na avenida Aricanduva e da presença de redes enterradas.
Proteção das redes de esgoto
De acordo com o Metrô, dois grandes coletores-tronco de esgoto da Sabesp ficam sob a avenida Aricanduva. O principal desafio envolvia uma dessas estruturas, com 2,1 metros de diâmetro.
A profundidade da rede, o solo local e o conflito com ativos de outras concessionárias impediam a abertura de grandes valas para instalar uma tubulação auxiliar convencional. Como alternativa, foi criada uma comporta especial sob medida.
Instalada em um dos poços de inspeção da rede, a estrutura permitia controlar o fluxo e fazer com que a própria galeria funcionasse como um sistema de segurança para absorver vazões excepcionais do córrego durante chuvas intensas.
Monitoramento durante a escavação
Para acompanhar a travessia, foram usados sistemas especiais de bombeamento e instrumentos de monitoramento geotécnico. Os equipamentos foram instalados no solo, nas redes da Sabesp, no canal do córrego e em um gasoduto da Comgás existente na região.
Também foram realizadas inspeções em vídeo com equipamentos robotizados antes e depois da passagem do Tatuzão. O objetivo foi verificar as condições estruturais das tubulações e confirmar a integridade dos sistemas.
As medidas foram adotadas para reduzir os riscos de movimentações do solo e proteger as estruturas enterradas enquanto a tuneladora avançava sob o Córrego Aricanduva.