Gastronomia venezuelana amplia presença e movimenta pequenos negócios em São Paulo
Arepas, cachapas, patacones e tequeños integram um circuito gastronômico venezuelano em bairros da capital paulista. Segundo os dados fornecidos, os estabelecimentos geram renda para famílias migrantes e refugiadas, com preços médios entre R$ 20 e R$ 45.
Redação SPNoRadar

Créditos: Laciportbus / CC-BY-3.0
A gastronomia venezuelana vem ampliando sua presença em São Paulo e formando um circuito de pequenos negócios em bairros como Lapa de Baixo, Pompeia, Perdizes, Bela Vista, Pinheiros e a região central. O movimento reúne estabelecimentos que oferecem pratos tradicionais e funcionam, segundo os dados disponíveis, como Microempreendedores Individuais (MEIs) ou microempresas com alvará da Vigilância Sanitária Municipal (Covisa).
O levantamento citado na fonte aponta que receitas antes associadas principalmente a carrinhos ambulantes passaram a integrar uma rota gastronômica fixa na capital. A expansão é atribuída ao trabalho de imigrantes que reconstruíram a vida em São Paulo e mantiveram receitas tradicionais em cozinhas familiares, adaptadas às exigências de regularização e às normas sanitárias municipais.
Pratos à base de milho e banana-da-terra
Entre os principais itens estão as arepas, preparadas com massa de milho pré-cozida, tostada ou frita e recheada com carnes, queijos, abacate e feijão preto. Uma das versões destacadas é a “Reina Pepiada”.
As cachapas são panquecas feitas com milho verde fresco, geralmente servidas com queijo e carnes. Já os patacones são preparados com banana-da-terra verde prensada e frita, usada como base para recheios. Os tequeños, por sua vez, são petiscos crocantes recheados com queijo.
Preços e impacto econômico
De acordo com os dados oficiais apresentados, refeições individuais e porções custam, em média, entre R$ 20 e R$ 45. A faixa é apontada como competitiva em relação a menus convencionais.
Além da oferta gastronômica, esses negócios têm impacto na renda de famílias refugiadas e migrantes, na revitalização comercial de ruas de bairro e no intercâmbio cultural latino-americano em São Paulo. A formalização como MEI ou microempresa também é citada como parte da inserção econômica dos empreendedores.
Onde está o circuito venezuelano
Entre os endereços mencionados estão o Rincón de Venezuela, na Lapa de Baixo, e o La Perla Caribe Na Rua, em Pompeia e Perdizes. A fonte também aponta a existência de pontos na Bela Vista, em Pinheiros e na região central da capital.
O fortalecimento desses estabelecimentos é relacionado, na análise apresentada, ao comércio de bairro e à integração econômica de imigrantes. Pesquisadores de sociologia urbana e do setor de serviços alimentares citados na fonte avaliam que a formalização, o pagamento de tributos e a geração de empregos contribuem para a inserção cidadã.
Debate sobre apoio ao pequeno empreendedor
A expansão da culinária venezuelana também levanta a discussão sobre políticas públicas para pequenos comerciantes. Entre as possibilidades debatidas está a criação de polos e feiras permanentes nos bairros para incentivar a gastronomia popular.
O tema envolve ainda o equilíbrio entre a fiscalização sanitária e a necessidade de evitar que a burocracia dificulte a formalização de empreendimentos de pequeno porte. A fonte defende que o comércio honesto de bairro seja apoiado, sem afastar o cumprimento das regras municipais.