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Novas estações de metrô podem valorizar imóveis na região da Faria Lima

Projeto da Linha 20-Rosa prevê estações Tabapuã e Jesuíno Cardoso no eixo da avenida, ampliando o acesso ao transporte sobre trilhos em uma das áreas corporativas mais valorizadas de São Paulo.

Redação SPNoRadar

Linha 20-Rosa pode valorizar imóveis na Faria Lima
Linha 20-Rosa pode valorizar imóveis na Faria Lima
Créditos: Foto: Mauro Cateb / CC-BY-SA 4.0

A chegada prevista da Linha 20-Rosa pode criar um novo fator de valorização para os imóveis da região da Faria Lima, em São Paulo. O projeto prevê duas estações no eixo da avenida: Tabapuã e Jesuíno Cardoso, esta última próxima ao cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek.

Com cerca de 32,6 quilômetros e 24 estações, a futura linha deverá ligar São Paulo ao ABC. Para apoiar sua implantação, a Prefeitura destinou R$ 120 milhões da Operação Urbana Faria Lima.

Mais acesso ao transporte sobre trilhos

Atualmente, a avenida conta apenas com a estação Faria Lima, da Linha 4-Amarela, localizada na região do Largo da Batata. Para quem trabalha nos edifícios próximos à Juscelino Kubitschek e à Vila Olímpia, o acesso ao metrô ainda é mais distante.

As novas estações podem alterar essa dinâmica ao ampliar a conectividade no trecho mais próximo de bancos e empresas. A melhora no acesso tende a ser considerada tanto por companhias que buscam facilitar o deslocamento de funcionários quanto por proprietários e investidores.

Mercado já tem preços elevados

A expansão prevista ocorre em um mercado corporativo já consolidado. No segundo trimestre de 2026, o preço médio pedido de locação de escritórios de alto padrão na Faria Lima chegou a R$ 293,08 por metro quadrado, segundo a Cushman & Wakefield. A vacância ficou em 8,97% no período.

Com preços elevados e baixa disponibilidade de espaços, a proximidade das futuras estações pode se tornar mais um atributo de valor e liquidez para determinados edifícios.

Impacto pode variar entre os imóveis

A possível valorização, no entanto, não deve ocorrer de maneira uniforme em toda a região. O efeito dependerá da distância de cada empreendimento em relação às estações, além da qualidade e da infraestrutura dos edifícios.

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