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Policial civil é preso suspeito de participar de agressão e sequestro na Zona Leste de SP

Rafael Juergen Schult foi detido pela Corregedoria da Polícia Civil nesta quinta-feira (24). Ele é suspeito de integrar o grupo que agrediu e levou um homem algemado no porta-malas de um carro que imitava uma viatura. A vítima continua desaparecida.

Redação SPNoRadar

Policial civil é preso por suspeita de sequestro na Zona Leste de SP
Policial civil é preso por suspeita de sequestro na Zona Leste de SP
Créditos: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/diegoparra-2935776/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=1531277">Diego Fabian Parra Pabon</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_

A Corregedoria da Polícia Civil prendeu temporariamente nesta quinta-feira (24) o policial civil Rafael Juergen Schult. Ele é suspeito de participar da agressão e do sequestro de um homem levado no porta-malas de um carro que imitava uma viatura policial na Zona Leste de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Schult compareceu à sede da Corregedoria acompanhado de advogados e foi detido. Ele será encaminhado ao Presídio da Polícia Civil e ficará à disposição da Justiça para audiência de custódia. As investigações seguem sob sigilo por determinação judicial.

A vítima foi atacada em uma travessa da Rua Inês Monteiro, em Artur Alvim, e continua desaparecida. Até a última atualização do caso, os investigadores ainda tentavam localizar o homem e esclarecer as circunstâncias da ação.

Ação foi registrada por câmeras

Três câmeras de monitoramento registraram o ataque. As imagens mostram que, por volta das 22h20, um grupo de seis homens estava encostado em um muro. Em seguida, um rapaz de blusa azul foi surpreendido por dois homens armados.

De acordo com a polícia, houve luta corporal e disparos de arma de fogo. Pouco depois, às 22h23, um carro preto parou no local. O veículo tinha luzes semelhantes a um giroflex no para-brisa e na grade, simulando uma viatura policial descaracterizada.

O motorista desceu e também agrediu a vítima. Outros dois homens se aproximaram usando roupas pretas e carregando objetos semelhantes a distintivos. Um deles apareceu com um fuzil. O rapaz foi algemado e colocado no porta-malas do carro.

Após a saída do grupo, a Polícia Militar encontrou manchas de sangue e estojos vazios de munição calibre 5.56, utilizada em fuzis. Um celular também foi apreendido.

Investigações sobre os suspeitos

Schult já havia sido identificado pelas câmeras como um dos envolvidos. Após a decretação da prisão, a Corregedoria cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa dele, em agosto, mas o policial não estava no endereço.

Durante as diligências, os investigadores localizaram o carro preto usado pelo grupo. Na casa dos pais de Schult, foram encontradas cédulas falsas e dinheiro em espécie que, segundo a investigação, possivelmente seriam usados para a compra de drogas.

Em 22 de agosto, a Corregedoria prendeu o policial civil Milton Massaru Nakayama. Na casa dele, foi apreendido um Corsa vermelho particular equipado com luzes e sirenes semelhantes às de uma viatura descaracterizada. A polícia ainda não sabe se o veículo foi usado no sequestro, mas decidiu apreendê-lo por considerar que ele pode ter relação com o caso.

Além de Nakayama e Schult, a Justiça decretou as prisões de Gustavo Schultz, irmão de Rafael, e de um homem apontado como informante da polícia. Os dois ainda não foram localizados.

Veículo não estava registrado como viatura

A placa do carro usado na abordagem foi identificada pela polícia, mas não consta nos registros, nem mesmo como pertencente a uma viatura.

A Polícia Civil informou que não havia operação programada para aquela região. Os participantes da ação também não pediram apoio policial para preservar a cena, conforme previsto no procedimento.

A polícia procurou a vítima em hospitais da região, mas nenhum homem baleado havia dado entrada nas unidades. A SSP informou que realiza diligências para localizar o homem, identificar todos os envolvidos e esclarecer o crime.

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