Procon-SP oferece palestras gratuitas sobre consumo; especialistas também alertam para opiniões políticas nas redes
Programação do Procon-SP inclui encontros online sobre consumo, direitos, ambiente e era digital, além de uma atividade presencial sobre educação financeira. No ambiente de trabalho, especialistas recomendam cautela com postagens políticas durante as eleições de 2026.
Redação SPNoRadar

Créditos: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/crystal710-3108616/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=1597531">정훈 김</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_
A Fundação Procon-SP promove, nas próximas semanas, uma série de palestras gratuitas para orientar consumidores sobre relações de consumo, novas tecnologias, sustentabilidade e decisões de compra. As atividades online são abertas a toda a população e serão realizadas pela plataforma Microsoft Teams, das 14h às 15h30.
As inscrições são individuais e devem ser feitas por meio do formulário disponível na página de cada palestra, no endereço https://www.procon.sp.gov.br/palestras/. Os participantes terão direito a certificado.
Programação de palestras do Procon-SP
Armadilhas do Consumo: no dia 29. A palestra aborda, com base na Economia Comportamental, estratégias de marketing que influenciam as escolhas dos consumidores e erros comuns em decisões de compra. A proposta é ajudar a evitar o consumo por impulso ou desnecessário.
Direitos Básicos do Consumidor: em 6 de outubro. O conteúdo inclui oferta e publicidade, garantia, problemas com produtos e serviços, cancelamento de contratos, cobrança de dívidas e atendimento ao consumidor.
Relações e Consumo na Era Digital: em 8 de outubro. Serão discutidas publicidade dirigida, observação dos hábitos de consumo, indução ao consumo, ameaças cibernéticas e normas de proteção nas transações digitais.
Consumo e Meio Ambiente: no dia 13. A atividade trata da relação entre produção, consumo e crise climática, além do papel dos consumidores na busca por soluções socioambientais mais sustentáveis.
Atividade presencial sobre orientação financeira
O Procon-SP também terá uma edição presencial da palestra Orientação Financeira, na sede da instituição, na Liberdade, em São Paulo. O encontro está previsto para o dia 7, às 9h.
Entre os assuntos estão educação financeira, elaboração de orçamento, sugestão de planilha, tipos de crédito, endividamento, cadastro de proteção ao crédito, regularização de cheques sem fundos, consumismo e aspectos emocionais do consumo. As inscrições são feitas pelo mesmo site da programação.
Opinião política nas redes pode repercutir no trabalho
Durante as eleições de 2026, especialistas ouvidos pelo g1 também recomendam atenção ao uso das redes sociais. A liberdade de expressão protege, em regra, manifestações de apoio ou oposição a candidatos e partidos em perfis pessoais, inclusive fora do horário de expediente.
As empresas, porém, podem estabelecer regras para canais institucionais e redes profissionais vinculadas à sua imagem. Em funções de gestão, confiança ou representação institucional, podem existir restrições específicas, desde que estejam previstas em contrato, código de conduta ou regulamento interno, sejam proporcionais à função e tenham sido comunicadas previamente.
Uma publicação pessoal pode gerar consequências quando envolver ofensas, calúnia ou difamação contra a empresa, colegas ou clientes; discurso de ódio ou incitação à violência; divulgação de informações confidenciais; uso de recursos corporativos para propaganda política; ou associação indevida entre a opinião do funcionário e a imagem da empresa, com dano concreto à reputação da companhia.
Dependendo da gravidade e do rompimento da confiança necessária à relação de trabalho, a punição pode chegar à demissão por justa causa. A análise, segundo os especialistas, deve ser feita caso a caso e considerar a proporcionalidade da conduta.
Cuidados recomendados nas redes
Manter linguagem respeitosa e evitar ataques pessoais, ofensas, calúnias e difamações.
Não publicar discursos de ódio ou conteúdos que incentivem a violência.
Verificar as informações antes de compartilhar e evitar fontes não confiáveis.
Não divulgar informações confidenciais da empresa ou de colegas.
Separar a opinião pessoal da posição do empregador.
Não usar computadores, e-mails, grupos ou outros canais corporativos para propaganda política.
Observar códigos de conduta e regulamentos internos, especialmente em cargos de liderança, confiança ou representação institucional.
As fontes também destacam que a empresa não pode coagir ou assediar trabalhadores por suas posições políticas. Pressões, ameaças ou promessas de benefício ou prejuízo relacionadas ao posicionamento político ou ao voto devem ser registradas e levadas aos canais adequados da organização, com busca de orientação especializada quando necessário.