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Sem o Metrô, São Paulo precisaria de cerca de 16 marginais para transportar a mesma quantidade de passageiros

Comparação divulgada no Dia Mundial sem Carro mostra a capacidade do transporte sobre trilhos e os benefícios sociais, ambientais e urbanos gerados pela rede metroviária de São Paulo.

Redação SPNoRadar

Sem Metrô, SP precisaria de 16 marginais, diz comparação
Sem Metrô, SP precisaria de 16 marginais, diz comparação

Uma comparação divulgada nesta terça-feira (22), Dia Mundial sem Carro, dimensiona o espaço urbano que seria necessário para substituir a capacidade do Metrô de São Paulo por automóveis. Uma linha metroviária transporta cerca de 60 mil passageiros por hora em cada sentido sem ocupar espaço na superfície. Para levar o mesmo volume de pessoas, seriam necessárias 33 faixas de automóveis por sentido.

Considerando a capacidade das cinco linhas convencionais do Metrô — 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás —, o total chega a aproximadamente 330 faixas de tráfego. Como as marginais Tietê e Pinheiros têm, em média, 20 faixas no total, sendo 10 em cada sentido, essa capacidade equivale a cerca de 16 marginais completas.

Impactos sobre trânsito, poluição e deslocamentos

A comparação tem como base o estudo que orientou a implantação do Metrô em 1968, conhecido como “Livro Azul”. O resultado evidencia que o transporte sobre trilhos consegue deslocar grandes volumes de passageiros usando menos espaço urbano do que o transporte individual por automóvel.

Segundo o Relatório Integrado do Metrô 2025, sem a rede metroviária, os passageiros migrariam para automóveis, motocicletas e ônibus. Esse cenário aumentaria a quantidade de veículos em circulação, os congestionamentos, o consumo de combustíveis, a poluição atmosférica e os acidentes de trânsito.

Em 2025, a operação do Metrô gerou benefícios sociais estimados em R$ 16,5 bilhões. Entre os resultados considerados estão a redução de 553,5 milhões de horas nos tempos de viagem, de 309,3 milhões de litros no consumo de combustíveis, de 574 mil toneladas em emissões atmosféricas e de 3 mil acidentes de trânsito. Também foram contabilizados R$ 273,8 milhões em custos evitados de manutenção e operação de vias.

Previsão de expansão até 2040

Atualmente com 116 quilômetros de extensão, a rede metroviária deverá chegar a cerca de 280 quilômetros e 230 estações até 2040. A previsão é ampliar a capacidade diária de transporte de 3 milhões para 8 milhões de passageiros.

De acordo com levantamentos do Metrô, as futuras linhas e extensões poderão evitar, em 2040, aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de poluentes e gases de efeito estufa por ano. A estimativa também inclui uma economia anual de 1,9 bilhão de horas de deslocamento e a prevenção de cerca de 17,5 mil acidentes de trânsito.

Entre os projetos citados estão as expansões das linhas 2-Verde e 15-Prata, além das futuras linhas 19-Celeste, 20-Rosa, 21-Vinho e 22-Marrom. A expectativa é que a ampliação substitua milhares de viagens de automóvel por deslocamentos sobre trilhos, com efeitos sobre os congestionamentos, o consumo de combustíveis e os impactos ambientais na Região Metropolitana de São Paulo.

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