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Trio é preso no Jardim Ângela por extorsão no chamado “golpe do motel”

Investigação da 1ª Delegacia Antissequestro começou após uma vítima denunciar ameaças e cobranças iniciadas em janeiro de 2025.

Redação SPNoRadar

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Créditos: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/diegoparra-2935776/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=1531277">Diego Fabian Parra Pabon</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_

Três homens foram presos pela Polícia Civil suspeitos de participar de um esquema de extorsão conhecido como “golpe do motel”. As prisões ocorreram na região do Jardim Ângela, na zona Sul de São Paulo, e foram realizadas por policiais da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS).

A investigação começou depois que um homem procurou a corporação para relatar que vinha sendo extorquido desde janeiro de 2025. Segundo a denúncia, um dos suspeitos enviou por aplicativo de mensagens uma fotografia do veículo da vítima saindo de um motel na região da ponte do Limão, na zona Norte, e passou a exigir dinheiro para não divulgar as imagens aos familiares.

Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos permaneciam nas proximidades de motéis para fotografar pessoas e veículos que deixavam os estabelecimentos. A partir das placas, eles buscavam informações sobre as vítimas ou seus familiares em grupos fechados nas redes sociais.

Com esses dados, iniciavam as ameaças e exigiam pagamentos para não divulgar as imagens. “Eles tiravam fotos da pessoa saindo do motel, com a placa do carro, e depois pediam dinheiro para não divulgar aquelas imagens aos familiares”, explicou o delegado Eduardo Bernardo Pereira, divisionário da DAS.

Após a denúncia, os investigadores realizaram um trabalho de inteligência com auxílio de recursos tecnológicos e monitoramento. A apuração identificou três suspeitos, que, segundo a polícia, exerciam funções distintas, incluindo a realização das extorsões e a movimentação financeira dos valores obtidos ilegalmente.

Prisões e orientação às vítimas

Os homens têm 24, 25 e 28 anos. As prisões temporárias foram decretadas pela Justiça, e os suspeitos foram localizados no Jardim Ângela. O mais velho possui antecedentes criminais por roubo.

A Polícia Civil orienta que vítimas desse tipo de extorsão procurem imediatamente uma delegacia e não façam pagamentos. A recomendação é preservar mensagens, imagens, números de telefone e outras provas que possam contribuir para a investigação.

“Se pagar, a tendência é ficar pior. Eles vão achar que conseguem cometer esse crime, conseguir a vantagem ilícita e sair impunes”, afirmou Pereira.

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